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WISC-III - A grande (colossal) decisão…




A WISC-III será sempre a escolha certa?



Estaremos a optar excessivamente pela WISC-III?


TP-WISC-III


Tratando-se, provavelmente, de uma das medidas de inteligência mais conhecida dos Psicólogos, a WISC-III[1] ocupa um lugar de destaque quando se trata da avaliação do funcionamento cognitivo de crianças e adolescentes. Este reconhecimento contribui, de certa forma, para a ideia de ‘obrigatoriedade’ na sua utilização – mas será que faz sentido partirmos sempre da aplicação da WISC-III ou, inicialmente, poderemos explorar a área cognitiva através de outro tipo de instrumentos? E deveremos aplicar a totalidade da escala ou optar apenas por alguns dos subtestes? Afinal, que ‘pistas’ pretendemos retirar de uma WISC-III?

Com certeza, estas são algumas das questões com que os Psicólogos se deparam quando partem para a avaliação, levando-os a pesar os prós e os contras da aplicação desta escala de inteligência. Às vantagens de obter um indicador do nível intelectual e uma análise detalhada das várias facetas da inteligência (p.e., raciocínio abstrato, velocidade de processamento de informação, memória, competências de planeamento, etc.) juntam-se “desvantagens” como o tempo de aplicação e a complexidade dos procedimentos de administração, de cotação e de interpretação, aspetos com os quais muitos dos utilizadores da WISC-III se sentem assoberbados.

TP---Tomada-de-decisão-680-250

 

Para além do peso dos aspetos técnicos relacionados com a administração e interpretação da escala, que acabam por condicionar claramente o seu poder diagnóstico, a decisão de utilizar a WISC-III deverá ser bem ponderada. A escolha será, com certeza, acertada se, para além de refletir sobre o seu know-how na utilização da WISC-III, o Psicólogo tiver o cuidado de ‘respeitar’ o sujeito (evitando submete-lo a avaliações desnecessárias) e a escala (evitando a sua má utilização e banalização).

Em suma, a utilização da WISC-III não é, decididamente, para ‘caloiros’ – não basta querer aplicar a WISC-III, é preciso Saber e Saber Fazer (ter a capacidade e os conhecimentos para o fazer), Saber Agir e Agir (fazê-lo de forma competente)! À decisão de avançar para a aplicação da WISC-III acresce a responsabilidade de o fazer corretamente e de explorar adequadamente os seus resultados, questões que abordaremos nos próximos textos.
[1] Apesar da Pearson já ter lançado a WISC-V, a WISC-III é a versão mais recente que está aferida para a população portuguesa. Daí remetermo-nos sempre à WISC-III.

 

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